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sexta-feira, 3 de abril de 2015

A marca Sotheby's International chega ao Brasil

A Sotheby's International Realty Affiliates LLC anunciou que a Imobiliária Bossa Nova, do Brasil, uniu-se à marca Sotheby's International Realty® e começará a operar como Bossa Nova Sotheby's International Realty.

 
 
A empresa, comandada pelos proprietários Luciano Amado, como presidente, e Marcello Romero, como vice-presidente, localiza-se na Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2027, Pinheiros, São Paulo.
 
"São Paulo e Rio de Janeiro são excelentes mercados, que contam com propriedades extraordinárias em um destino muito diversificado, além de oferecer uma fonte muito influente de ávidos compradores de imóveis", afirmou Philip White, presidente e diretor geral da Sotheby's International Realty Affiliates LLC. "Estamos muito felizes por receber Luciano, Marcello e sua equipe em nossa rede global."
 
De acordo com Romero, a nova associação com a marca Sotheby's International Realty representa uma oportunidade de expansão e crescimento. "O apoio dessa marca permitirá que proporcionemos à nossa equipe novas tecnologias, treinamento e inteligência de mercado, com um inventário extraordinário em São Paulo, no Rio de Janeiro e nos melhores locais de praia e campo", afirmou Amado. "Graças a essa associação, agora temos acesso direto a um mercado global por meio dos 760 escritórios da marca Sotheby's International Realty no mundo todo."
 
Atualmente, a rede da Sotheby's International Realty conta com mais de 16.500 associados de vendas em aproximadamente 760 escritórios, em 60 países e territórios. As propriedades da Bossa Nova Sotheby's International Realty são comercializadas no site global sothebysrealty.com. Além das oportunidades de indicação e à maior exposição gerada por essa fonte, os corretores e clientes da empresa se beneficiarão com a associação à casa de leilões da Sotheby's e aos programas mundiais de marketing da Sotheby's International Realty. Cada escritório é de propriedade e operação independentes.
 
Sobre a Sotheby's International Realty Affiliates LLC

Fundada em 1976 com o objetivo de oferecer corretagem independente com um programa poderoso de marketing e indicação para listas de luxo, a rede da Sotheby's International Realty foi desenvolvida para conectar as melhores empresas imobiliárias independentes com os clientes de maior prestígio do mundo. A Sotheby's International Realty Affiliates LLC é uma subsidiária da Realogy Holdings Corp. (NYSE: RLGY), líder mundial em franquia imobiliária e prestadora de serviços de corretagem de imóveis, remanejamento e liquidação. Em fevereiro de 2004, a Realogy iniciou uma aliança estratégica de longo prazo com a Sotheby's, operadora da casa de leilões. O acordo envolvia o licenciamento do nome Sotheby's International Realty e o desenvolvimento de um sistema completo de franquias.

As associações ao sistema são concedidas a corretoras e indivíduos que atendem a qualificações estritas. A Sotheby's International Realty Affiliates LLC apoia seus associados com um conjunto de recursos operacionais, de marketing, de recrutamento, educacionais e de desenvolvimento de negócios. Os associados de franquias também se beneficiam com a associação à respeitável casa de leilões da Sotheby's, fundada em 1744.
 
FONTE Sotheby's International Realty Affiliates LLC

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vagas de garagem podem valorizar apartamentos em mais de 20%


 
São Paulo - A falta de vagas de garagens e estacionamentos em determinadas regiões das grandes cidades pode valorizar em mais de 20% um apartamento que inclui vagas em relação a um imóvel semelhante, mas que não oferece vaga para veículos.
 
Esse é o resultado de um levantamento do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro(Secovi Rio), realizado em oito bairros localizados na Zona Sul e na Zona Norte da cidade. A pesquisa faz parte do Panorama do Mercado Imobiliário de 2014, que será divulgado pela entidade no dia 24 deste mês.
 
Um apartamento de dois quartos com garagem no Leblon, bairro da Zona Sul, é, em média, 22,8% mais caro do que um imóvel de dois quartos, mas sem vaga, localizado no mesmo bairro. Em Laranjeiras, também na Zona Sul, a diferença é de 22,7%.
 
Em Ipanema, Botafogo, Méier, Tijuca, Copacabana e Flamengo, os porcentuais são menores, mas ainda ultrapassam 10%. “O valor da vaga de garagem na cidade corresponde, em média, entre 7% a 9% do valor do imóvel”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.
 
Veja, na tabela a seguir, a diferença de preços entre apartamentos de dois dormitórios com e sem vagas de garagem em oito bairros do Rio de Janeiro: 
 
 
Fonte: Secovi Rio
 
A garagem é considerada uma unidade autônoma e faz parte da área comum do imóvel. Seu valor é adicionado ao preço da unidade com base em seu custo de construção.
 
Mas o custo de uma vaga depende da necessidade de espaços para estacionamento na região na qual está localizada. Quanto maior a procura, mais alto será o seu preço. 
 
Alguns bairros que fazem parte do levantamento do Secovi Rio incluem muitos apartamentos antigos, que foram construídos sem garagens.
 
Além disso, estão localizados em regiões que limitam a construção de vagas nos empreendimentos. Por ficarem próximos a praias, a areia e água existente no subsolo impedem a construção de estruturas subterrâneas.
 
Essas características fazem com que, naturalmente, o valor da garagem nesses bairros fique acima da média registrada na cidade.
 
O vice-presidente do Secovi Rio também cita a falta de investimentos em melhorias no transporte público da cidade, além do aumento do financiamento para a compra de carros nos últimos anos, como fatores que contribuíram para ampliar a necessidade por garagens. 
 
Nos bairros incluídos no levantamento, as vagas ficaram ainda mais escassas com o boom imobiliário registrado na cidade nos últimos cinco anos.
 
Diversos prédios foram construídos nessas regiões e ocuparam terrenos que antes eram utilizados como estacionamentos, segundo Schneider. “No período, a diferença de valor entre um prédio com e sem garagem dobrou: passou de 10% para 20%.”
 
Quem tem um imóvel com garagem em um bairro com escassez de vagas, portanto, pode ser beneficiado caso queira vender o apartamento. 
 
A tendência é que a vaga de garagem continue valorizando o imóvel até que haja melhorias no transporte coletivo da cidade, diz Schneider, do Secovi Rio. “Não dá para prever quando isso irá acontecer, mas sabemos que é difícil haver mudanças significativas no curto prazo”.
 
São Paulo pode seguir o mesmo caminho
 
Com uma estrutura geológica favorável à construção de garagens nos subsolos dos prédios, além de uma lei que exigia a construção de, no mínimo, uma vaga por imóvel, até há pouco tempo São Paulo não sofria com a escassez de garagens, ou não no mesmo nível que o Rio, ao menos.
 
Na cidade, vagas em apartamentos de dois quartos em bairros bem localizados representam, em média, de 8% a 12% do valor do imóvel, segundo Ricardo Yazbek, vice-presidente de Legislação Urbana do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).
 
Porém, o novo Plano Diretor da cidade, que define as regras para a construção de empreendimentos, anunciado em 31 de julho de 2014, passou a deixar de exigir um número mínimo de vagas de garagem por imóvel e a limitar o número de vagas de garagem em novos prédios próximos a eixos de transporte público, como corredores de ônibus e estações de metrô.
 
Nessas regiões, desde julho do ano passado, apenas uma vaga de garagem por apartamento não é incluída no potencial construtivo do empreendimento. Construtoras que quiserem construir prédios com mais de uma vaga de garagem por apartamento ficaram obrigadas a descontar os espaços adicionais do total que pode ser construído no espaço.
 
A lei antiga permitia que mais vagas de garagem não fossem incluídas no potencial construtivo da obra. “Com os terrenos cada vez mais caros, quem quiser oferecer mais de uma vaga por apartamento nesses locais certamente irá vendê-la por um preço mais alto para compensar a restrição”, diz Yazbek.
 
O executivo do Secovi-SP acredita, portanto, que a nova regra deve valorizar apartamentos com vagas de garagem já existentes nesses locais. “A diferença de valor entre um imóvel com e sem garagem pode se ampliar e se aproximar da situação verificada no Rio”.
 
Mas Yazbek ressalta que essa valorização tem um limite no médio prazo. “Daqui a cerca de seis anos, novas estações de metrô e melhorias no transporte público devem diminuir a necessidade do uso de veículos e, consequentemente, das vagas”.
 
Como muitos imóveis novos ainda serão lançados na cidade sob as regras antigas, o diretor do Secovi-SP estima que o impacto das novas regras só possa ser observado a partir do segundo semestre do ano que vem. 
 
Fonte: exame.com



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Minha Casa, Minha Vida entrega imóveis sem condições de uso em Chã de Alegria

As casas que as famílias receberam não têm portas, janelas, água e nem energia elétrica

 
Imagine alguém sonhar por cerca de 20 anos com a casa própria e, quando finalmente recebe, vê o sonho transformado em um pesadelo. É o que aconteceu com algumas famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Chã de Alegria, na Zona da Mata de Pernambuco, a 52 quilômetros do Recife. Os imóveis que eles receberam não têm portas, janelas, água na torneira e nem energia elétrica.

A cidade tem cerca de 13 mil habitantes e, segundo um levantamento feito há dois anos pela Prefeitura, tem um déficit habitacional de 718 famílias a espera de uma casa própria. Pessoas que se arriscam a morar em prédios antigos e abandonados. Em uma antiga escola, por exemplo, hoje moram seis famílias. O local não tem banheiro e as rachaduras nas paredes assustam.

Um dos moradores é a dona de casa Josefa Severina da Conceição, que foi beneficiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida e, desde 2013, ganhou uma casa na Vila José Honório, mas as moradias, apesar de já estarem ocupadas, ainda estão inacabadas. As pessoas que estão nas casas desde o final do ano passado contaram que a promessa da prefeitura era que a empresa terminaria a obra com eles dentro das moradias. Mas, até o momento, as melhorias que foram feitas saíram do bolso deles.  
 
 
Ao todo, 28 famílias já deveriam ter recebido as casas da Vila José Honório em perfeito estado. Em entrevista, o prefeito Marcos da Roça explicou que não entregou as casas “não-concluidas”, apenas sugeriu que cada beneficiado protegesse seu patrimônio, já que o local foi abandonado pela construtora e havia risco de uma invasão. Ele também falou que o atraso nas obras se deve há problemas no repasse de recursos federais.

Não é de hoje que a construção da Vila é alvo de polêmica. Em 2012, uma equipe de reportagens da TV Jornal esteve no mesmo canteiro de obras e mostrou a exploração do trabalho infantil. Outro projeto em parceria com o programa federal Minha Casa, Minha Vida, está em andamento na cidade de Chã de Alegria, mas a população já não tem tanta esperança.

Através de nota, a Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (Cehab) informou que foi aberto um processo administrativo contra a empresa responsável pela construção das casas, pelo atraso no andamento da obra. A empresa foi notificada para apresentar defesa e, até o momento, não se pronunciou. Foi aberto um novo processo de escolha de outra construtora para que seja retomada a obra e a previsão de entrega é ainda no primeiro semestre deste ano.
 
Fonte: TV Jornal

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comprador de imóvel na planta sofre com truques de construtoras

Comprar imóvel na planta não é tarefa simples, e os candidatos precisam ficar muito atentos com as armadilhas preparadas por muitas empresas. Além dos problemas comuns encontrados na maioria dos contratos, que preveem cláusulas abusivas e grande desequilíbrio entre construtoras e compradores, a fase pós-vendas também reserva truques e macetes que colocam os compradores em situações de grande desvantagem.

Em muitos casos, usando de pura coação e ameaça, muitas empresas lidam com a insegurança dos compradores para lhes exigir comportamentos que só trazem mais prejuízos, mas que de certa forma garante às empresas desleais garantir seu lucro e se safar das punições em razão dos descumprimentos contratuais.

Evidente que boa parte das construtoras cumpre o contrato e mantém uma relação absolutamente honesta com seus clientes. Mas no mercado existem as ruins e, com essas, o cliente precisa atenção redobrada.

Um dos truques mais comuns está na parcela das chaves. As empresas colocam no contrato que determinado valor, normalmente alto, é referente à parcela das chaves e, no momento da venda, prometem ao cliente que essa parcela pode ser incluída no financiamento. Ocorre que esse pagamento não está atrelado à entrega da unidade. Ela é uma parcela intermediária, com data de vencimento fixa e que coincide com a suposta entrega do imóvel. O "apelido" confunde o comprador, que imagina que esse valor só lhe será exigido quando o imóvel for entregue.

No caso de atraso da obra, a empresa passa a exigir o pagamento desta parcela e, como o cliente não estava preparado para pagá-la, muitas vezes não tem o valor e passa a ser ameaçado de protesto, de cobrança de juros e multa e até de rescisão do contrato.

"Acordos propostos pelas construtoras retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais" Marcelo Tapai, advogado, sobre problemas de quem compra imóvel na planta

Em contrapartida, como um ato de "benevolência", a empresa sinaliza com a possibilidade de prorrogação desse vencimento para a entrega efetiva da unidade, mas exige que o cliente assine uma novação ou aditivo contratual concordando também com a postergação da data de entrega, sem reclamar indenizações. Acuado e sem saída, o comprador acaba aceitando a "oferta".

Quem estiver nessa situação não deve se desesperar nem assinar nenhum acordo ou documento, pois a lei e a justiça garantem a inexigibilidade do pagamento em razão do contrato não cumprido. Se a empresa não entregar na data combinada, não pode exigir o pagamento e o cliente jamais deve abrir mão de processá-la para ter garantido esse direito.

Financiamento para baixa renda

Outro truque muito utilizado diz respeito ao crédito associativo. É uma modalidade especial de financiamento para construções de baixa renda, cujo contrato é assinado pelo cliente com a Caixa Econômica Federal, antes ou durante a obra. Quando esse contrato é assinado, a dívida passa para a Caixa e a construtora começa a receber os valores da construção de acordo com o andamento dos trabalhos.

O cliente paga juros pelo empréstimo – chamado de juros de medição -, e corrige o valor repassado para a construtora, que tem os recursos garantidos para a obra. Embora essa correção seja menor que o INCC (Índice Nacional da Construção Civil), tem suas compensações para a empresa, como garantia do capital e das vendas.

Quando esse contrato é assinado, necessariamente a construtora dá ao cliente quitação total da dívida do imóvel, pois a Caixa passa a ser a credora. Para burlar a norma, as empresas costumam obrigar o cliente, no mesmo momento, a assinar uma confissão de dívida, que o obrigará a pagar a diferença entre a correção aplicada pela Caixa e o INCC ao final do contrato. Quando o imóvel fica pronto, se o cliente não pagar o chamado "resíduo", não recebe o imóvel. Um verdadeiro golpe.

Cuidado com acordos

Acordos propostos pelas empresas raramente são bons para o consumidor e não devem ser chamados desta forma.  Em regra são impostos, retiram os direitos do comprador e previnem as condenações judiciais. O mais importante é saber que ninguém, em situação alguma, é obrigado a assinar aditivos ou novações contratuais. O primeiro contrato, com regras, valores e prazos é o que vale e, se a oferta de acordo não for boa, o cliente não deve aceitá-la.

É muito comum em situações de atraso as construtoras chamarem para um "acordo" com as mais variadas desculpas, e, caso o comprador não concorde com os novos termos, dizem que as licenças não serão emitidas e o imóvel não será entregue, chegando até a ameaçar cancelar o contrato. Nada disso deve intimidar o consumidor, que tem direitos resguardados pelo contrato inicial.

Se a oferta não for aquela que o comprador esperava, não deve aceitar nem receber nada. Não pode assinar documentos nem firmar acordos, sob pena de perder o direito de reclamar uma justa indenização futuramente.

O mesmo ocorre com os distratos. Quando a empresa percebe um cliente acuado, sem dinheiro para honrar o contrato, o ameaça de execução da dívida, de cobrança judicial, de perder tudo o que pagou e usa o contrato, leonino e abusivo, para fazer crer que tudo está perdido. O cliente, desesperado e imaginando estar sem opção, aceita a oferta imoral para "resolver" o problema e fica com o prejuízo.

A lei garante a impossibilidade de retenção de tudo ou parte substancial dos valores pagos e súmulas asseguram o distrato a qualquer tempo, mesmo para os inadimplentes, que devem receber entre 85% a 90% de todos os valores pagos, reajustados e em única parcela.

Em situação semelhante, a dica é a mesma: se não concordar com a oferta, o cliente não deve assinar nem receber nada e procurar imediatamente a Justiça, que certamente fará valer o que diz a lei.

Fonte: Marcelo Tapai especial para o UOL

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Minha Casa Minha Vida tem denúncias de tráfico, milícia, invasão e prostituição

Beneficiados com imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, construídos com recursos do Governo Federal, denunciaram problemas com tráfico, atuação de milícias, invasões, venda ilegal de apartamentos e homicídios em 16 estados brasileiros.
 
A venda de drogas é a ocorrência mais frequente: das 108 denúncias enviadas desde abril aos Ministérios da Justiça e das Cidades, 70% envolvem a presença de traficantes, que por vezes expulsam, agridem e até assassinam moradores.
 
Depois do tráfico, o segundo maior número de relatos envolvendo a invasão de apartamentos (em grande parte das vezes, os crimes estão correlacionados), presente em 48% das denúncias.
 
A lista foi obtida pelo jornal "Estado de S. Paulo" no Ministério da Justiça, por meio da Lei de Acesso à Informação. As denúncias foram recebidas pelo grupo executivo, criado em 8 de abril com objetivo de "desenvolver ações integradas com órgãos de segurança sobre condutas ilícitas no âmbito de programas habitacionais instituídos pela União.
 
Fonte: O Estado de São Paulo 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dicas para começar a reforma

Apesar de toda mão de obra envolvida quando o assunto é reformar, o esforço vale a pena quando vemos a casa renovada e bonita do jeito que desejamos.

Ter que lidar com pedreiros, eletricistas, pintores, lista de materiais de construção e poeira, muita poeira, durante longos dias ou meses é desgastante. Reformar exige um pouco de organização e paciência para que tudo fuja o menos possível do previsto.

1. Defina o projeto
Saber o que você deseja mudar e o quanto tem para investir, é o primeiro passo. Pense no que quer mudar em cada cômodo, assim você vai conseguir rascunhar a decoração e saber como vai aproveitar cada espaço. Um arquiteto pode te ajudar nessa etapa. Faça uma projeção sobre o orçamento – quanto pretende gastar com cada etapa e processo e ainda definir uma verba extra para possíveis imprevistos.

 
2. Tenha a planta original do imóvel
Antes de começar a reforma é fundamental tentar obter a planta original do imóvel. Nela constam todas as informações sobre a estrutura, elétrica e hidráulica. Tê-la em mãos vai te poupar tempo e dinheiro.
 
 
3. Legalize a reforma
Você precisa solicitar autorização da prefeitura de sua cidade caso o seu projeto inclua mudar a planta original do imóvel, rebaixar calçada ou remover árvores. Para apartamentos, além de não ser permitido descaracterizar a fachada do prédio, é preciso comunicar o síndico com antecedência, que em alguns casos, pode pedir para o engenheiro do condomínio avaliar e autorizar a obra.

 
4. Siga regras
Em condomínio, você precisa conhecer e respeitar as regras de dias e horários de trabalho, assim como organizar estoque do material e eliminação de entulho. Se não for esse o caso, use seu bom senso e siga as regras de convivência.

 
5. Contrate mão de obra
Você pode contratar profissionais autônomos de sua confiança, ou contratar uma empresa especializada que vai cuidar de todas as etapas. Independente do profissional que escolha, é importante ter referências de sua experiência. Defina um cronograma e metas das tarefas junto com o responsável.
 
 
6. Compre materiais
Antes de comprar os materiais, faça orçamentos em pelo menos três fornecedores diferentes. Os preços variam muito e você pode economizar uma boa grana. Se comprar em grande quantidade tente conseguir um bom desconto.
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Descubra qual o valor do imóvel que você realmente pode conquistar com o que você ganha por ano

 
Se você já se pegou sonhando morar melhor, mas não sabe muito bem o quão melhor poderia ser, é hora de colocar os pingos nos “is”. Em vez de apenas imaginar se daria ou não para pagar aquele lugar bacana, há uma conta que permite determinar o valor do imóvel que cabe no seu bolso e, assim, sonhar dentro do que realmente pode ser conquistado.
 
O cálculo foi determinado por um grupo de urbanistas do Linco Center Institute of Land Policy (http://www.lincolninst.edua partir de dados históricos de transações imobiliárias realizadas nos Estados Unidos. Depois de analisar a renda de proprietários e locatários e o valor das residências onde moravam, os pesquisadores notaram a existência de um padrão. A constatação pode ser resumida na seguinte frase: o imóvel em que você mora deve valer de três a cinco vezes o que você ganha por ano. Se você não mora sozinho, ele deve valer de três a cinco vezes a renda familiar anual dos moradores. Seguindo essa regra, dá para se chegar a uma faixa de valor de  imóvel compatível com o patamar financeiro da sua família.
 
De modo geral, a regra se aplica tanto para o mercado dos Estados Unidos quanto para o brasileiro e vale tanto para os imóveis próprios quanto para os alugados. A única condição é que os moradores dependam apenas dos próprio rendimentos para se manterem naquele endereço, ou seja, a conta não contempla quem herdou ou ganhou um imóvel ou ainda quem recebe ajuda financeira de terceiros.
 
Vamos supor então que um casal trabalhe em regime CLT e ganhe 5.000 reais mensais. Ao final de um ano, computando o valor do 13º salário de ambos, eles terão recebido 65.000 reais. Assim, a residência desse casal deve valer entre 195.000 reais e 325.000 reais. Qualquer número fora dessa faixa pode ser explicado por interferências externas. Se for para menos, o mais provável é que o casal gaste mais do que ganha e está endividado. Se for para mais, é bem possível que algum familiar pague parte das despesas.
 
É interessante também fazer o cálculo inverso. Por exemplo: para adquirir um imóvel de 1 milhão de reais, é preciso ganhar entre 16.666 reais mensais e 27.778 reais mensais. A família que estiver dentro dessa faixa já terá meio caminho andado para se mudar para um local neste patamar. E quando você for visitar aquele amigo rico que mora numa cobertura bem localizada já poderá ter uma ideia de quanto ele ganha.
 
Fonte: Mariana Barros

Site permite que ex-moradores avaliem imóveis onde já moraram

 
O designer Renato Bonadio, de 40 anos, procurava um novo apartamento para se mudar com sua esposa, que está grávida, quando se viu diante de um dilema comum para quem mora em São Paulo: por causa dos altos preços da capital, o medo de escolher a opção errada e mudar para um imóvel ruim começou a atormentá-lo. Bonadio resolveu fazer uma lista de pontos positivos e negativos de todos lugares onde já tinha morado para identificar que tipo de imóvel era o ideal para ele. Foi quando surgiu a ideia de levar essa lista para a internet e criar o "Já Morei" (http://jamorei.com), um site de avaliações de imóveis feitas por ex-moradores.
 
“Queremos fazer o dinheiro valer mais e tornar o mercado de imóveis usados mais justo para quem aluga ou para quem deseja comprar”, diz Renato, que abriu o negócio em parceria com sua esposa, a publicitária Renata Conrado, e o programador Yuri Piratello.
 
“No último apartamento em que morei tive vários problemas. Entre outros episódios, o tiro de misericórdia foi o Max. Ele era o cachorro do meu vizinho de parede, que fugiu e ficou perdido por um tempo. Quando o encontraram e o trouxeram de volta, ele resolveu que nunca mais na vida ia ficar sozinho e uivava sua decisão aos quatro cantos – sempre que não tinha ninguém por perto, claro”, conta Bonadio. “Minha esposa está grávida e comecei a me perguntar como seria o próximo apartamento? Será que passaríamos por tudo isso de novo? Como evitar e ajudar outras pessoas a não passarem pelo mesmo problema? Foi nesse momento que surgiu o Já Morei”, diz.
 
Para encontrar as avaliações, o usuário digita no site o endereço do imóvel no qual está interessado para localizá-lo em uma mapa e encontrar todas as avaliações disponíveis. Como o site só está há uma semana no ar, o foco da startup agora é atrair pessoas dispostas a avaliarem os lugares onde já moraram  para criar o banco de dados do Já Morei.
 
Entre as informações que podem ser cadastradas na avaliação estão dados como último valor de aluguel e condomínio, quantidade de quartos e idade aproximada do imóvel. O usuário também deve dar uma nota de 1 a 5 para descrever os pontos positivos e negativos do bairro, do condomínio e do imóvel. O serviço é gratuito e o sobrenome e a foto de quem fez a avaliação são mantidos em sigilo. O site só mostra o primeiro nome do autor da avaliação.
 
“Entendemos que o nome é suficiente para que as pessoas, em uma possível visita ao local, perguntem a alguém se aquela pessoa realmente morou no imóvel. Caso a avaliação seja denunciada como falsa, pediremos ao usuário um comprovante de residência”, explica o criador da startup.
 
Entre os planos futuros da empresa estão o lançamento de um aplicativo e a criação de uma ferramenta que facilite a localização e interação entre pessoas com problemas comuns, para que elas possam tentar resolvê-los em grupo e não individualmente.
 
A startup pretende manter todo o serviço gratuito e ganhar dinheiro com publicidade no site, ações de marketing e patrocínios. “Nosso slogan é ‘Pesquisou, mudou’. Ou o interessado muda para o imóvel, ou muda de opinião”, diz Bonadio, que vê o serviço como um complemento ao atendimento prestado por imobiliárias e corretoras. “Os proprietários e imobiliárias também podem e devem usar nossa ferramenta, pois nem sempre estão a par dos problemas ou vantagens reais dos imóveis que negociam”, diz.

Fonte: Lígia Aguilhar / Estadão